segunda-feira, julho 19, 2004

Códigos musicais


É curiosa a influencia que a musica tem sobre nós.
Como ela pode alterar o nosso estado de espírito ou fazer-nos correr o pensamento.
Ouvimos esta ou aquela música, este ou aquele grupo ou cantor ou cantora e lembramo-nos. De lugares, de situações, pessoas, até sentimentos. Acções, também. Estava a fazer isto ou aquilo, quando ouvi esta ou aquela música.
Mais raramente, pode acontecer também, ouvirmos esta ou aquela música e lembrarmo-nos de coisas que não chegaram a acontecer. Parece um contra-senso, mas não é. Podem não ter acontecido, mas sonhámos tanto com elas, que o próprio sonho se tornou lembrança.
Eu cá, referencio-me muito com a música. E também tenho o meu código musical, pois claro.

Back in Black (AC DC) – Perto do delírio. Muito pé batido em chão de discoteca.
Sultans of Swing (Dire Straits) – Cascais. 1985
Be Tender With Me Baby (Tina Turner) – Reincidência.
Eat The Rich (Aerosmith) – Largo tudo para ouvir o começo. Elixir da boa disposição.
O Homem do leme (Xutos & Pontapés) – Despertar. Possível recuperação.
Wild Horses (Rolling Stones) – Doce.
Purple Rain (Prince) – Era o meu regresso.
Wonderful Tonight (Eric Clapton) – Ui!... abandono. Nos braços de um homem que saiba dançar. Nunca a dancei. Ando com esta atravessada.

2 comentários:

Anónimo disse...

E a cada um os seus próprios telediscos...
Sempre achei curiosa a ideia peregrina de associarem comercialmente imagens a músicas, como se isso viesse trocar as bobinas às nossas memórias...
Um abraço

Manuel

Aq disse...

Deixa-os tentar, Manuel. Sempre estão entretidos. Seja como for, não podem mais que nós. Haverá algo mais nosso, que as nossas próprias memórias? Não me parece.
São impenetráveis.