sábado, maio 21, 2005

Crisálida


Posted by Hello Israel Zzepda


E se ela não sai?
Não se transforma em borboleta?
Acontece o quê?
Fica lagarta a vida inteira?
Dentro do casulo?

sexta-feira, maio 20, 2005

Anda cá...


Posted by Hello ... abraça-me.

Anjo


Posted by Hello meu

terça-feira, maio 17, 2005

Ainda hoje não sabe


Posted by Hello que é lindo de morrer quando está bem disposto.

segunda-feira, maio 16, 2005

terça-feira, maio 10, 2005

Ò mãe!...


(de papel e lápis na mão…)

- Ò mãe!... se eu fosse uma inventora de animais, sabes que animal é que inventava?

- Diz lá, filha.

Começou a desenhar. Rápida. Segura no traço.
Fiquei a observar atentamente.
Esta minha filha tem essa capacidade. Prende-me a atenção como ninguém.
Fez dois animais. Um, parecia um balão prestes a rebentar. Deve ter sido por isso que lhe arranjou 2 narizes, para respirar melhor, dizia ela. Lembrei-me: Foi por causa da conversa da asma do Professor João, só pode. O outro, parecia um laçarote. Uma espécie de sapo com asas. Será que os sapos gostariam de voar? Isto também fui eu a pensar, não foi ela.

Seja como for… Tenho três. Revejo-me nesta em todos os aspectos. Mesmo todos. A preocupação é tentar dar-lhe espaço. Porque a tendência, porra!... é impedir que ela abra portas que eu fiz mal em ter aberto. Digo eu. Eu, que até tenho a mania que nunca me arrependo de nada. Mas lá que me fartei de fazer porcaria, fartei. Tenho mesmo que lhe dar espaço. Quem sabe, a miúda até pode vir a ter mais juízo que eu.

segunda-feira, maio 09, 2005

Lembras-te, Gasolim?

Solidão

Há o conceito de não ter ninguém por perto. Porque se mora sozinho. Porque se está muito tempo sozinho. Não interessa. Esta solidão conheço mal. Raramente me acontece. Por isso mesmo, esfrego as mãos de contente, quando me encontro realmente sozinha, isto é, sem ninguém por perto. Aproveito para escrever. Aproveito para ouvir música a 20 db. Dançar. Cantar. Ou simplesmente deitar-me sossegada. Depende do que me apetece fazer. Depende também das minhas obrigações, ou seja, das tarefas que me competem e que tenho em atraso.

A solidão a que me refiro, é outra. É fácil surgirem-me imagens dela. Difícil é conceitua-la. Mas acho que consigo, se me valer das imagens também.

Deitamo-nos ao lado de alguém que nos é íntimo (marido ou mulher, pais, filhos, irmãos, amigos ou amigas, não interessa) e ao invés de nos sentirmos simplesmente confortados, sentimo-nos igualmente sozinhos. O conforto vem apenas da sugestão de companhia e mais fisicamente, do próprio leito. Esta foi a primeira imagem.

Num grupo de amigos, ou até mesmo só com uma pessoa, há uma conversa animada. Saímo-nos bem. Tivemos piada. A conversa foi interessante. Entretanto acabou. Ficamos sozinhos. E, se nos olharmos a um espelho, não vemos satisfação. Vemos solidão. Caiu a máscara. Mas só depois de estarmos sozinhos. Está foi a segunda imagem.

Ou seja, solidão é falta de partilha. Partilha efectiva. E quanto mais gente temos, mais frustrados nos sentimos. Porque com nenhuma das pessoas fossos capazes de partilhar. Com nenhuma das pessoas desarmamos. Com nenhuma das pessoas fomos capazes de tirar a máscara. Porquê? Porque não encontrámos em ninguém capacidade de descobrir. De querer ver para além da máscara. Ou pior ainda… de descobrir e de ver para além de… e simplesmente não aceitar. As pessoas não se aceitam como são. Aceitam-se conforme é conveniente. Conveniente socialmente. Conveniente em relação ao próprio conceito de razoabilidade ou normalidade. Conveniente para não arranjarmos problemas com e para os outros (quantas vezes não partilhamos, apenas para não preocupar as pessoas). Por isso surgem os segredinhos. As coisas inconfessáveis. A máscara cada vez mais espessa, menos identificável. E o verdadeiro eu, fica escondido cá bem no fundo. Só nós próprios nos encontramos com ele. Este é o meu verdadeiro conceito de solidão. E… estou farta de estar sozinha. E quanto mais falo, mais escrevo, mais canto ou danço, mais grito a minha solidão. Ela própria… mascarada. Solidão é portanto, a nossa própria individualidade. Aquela que não conseguimos partilhar com ninguém.


Escrito a 31.07.2004

domingo, maio 08, 2005

Palmadinhas nas costas

Muitas.
Tantas.
Atropeladas.
Alucinadas.
Dadas por todas as mãos.
Mãos sinceras.
Olhar sorridente.
Tudo embrulhado num som estridente de alegria, de festa, de azáfama.

No fim… desmontaram-se os palcos.
O meu… o outro…
Entrei no carro.
Fiquei sozinha.
Questionei-me:
Qual o valor das palmadinhas nas costas?

Estarei a ficar amarga? Mal agradecida?
Porra!... tenho que deixar de pensar tanto.