domingo, maio 08, 2005

Palmadinhas nas costas

Muitas.
Tantas.
Atropeladas.
Alucinadas.
Dadas por todas as mãos.
Mãos sinceras.
Olhar sorridente.
Tudo embrulhado num som estridente de alegria, de festa, de azáfama.

No fim… desmontaram-se os palcos.
O meu… o outro…
Entrei no carro.
Fiquei sozinha.
Questionei-me:
Qual o valor das palmadinhas nas costas?

Estarei a ficar amarga? Mal agradecida?
Porra!... tenho que deixar de pensar tanto.

3 comentários:

Anónimo disse...

Tu não amargas nunca ó doçura... Já vi que correu bem. Fico feliz por ti...
Sózinha... pois também ando com essa merda desse sentimento colado às minhas entranhas...

Beijos grandes

Susana

Aq disse...

Olá, meninas!

A sério que não me apercebi que estava a escrever sobre solidão. Sobre este tema, escrevi em Julho do ano passado e, vocês fizeram-me lembrar o referido texto. Por isso, o publico a seguir. Mais coisas? Não pensen muito. A sério. Às vezes, mais vale deixar correr o tempo. Nem sempre o pensamento é eficaz. Por vezes, o tempo passado, é mais eficiente. Beijinhos às duas.

VdeAlmeida disse...

Com um sorriso como o teu, nada amarga. O tempo passa, e nunca em vão, modifica as coisas, Ana. Por vezes e embora possas não acreditar, para melhor.
Beijinhos. Fiquei feliz por te ver regressar :-)