segunda-feira, julho 24, 2006

Riacho

Doce e transparente. Confiável, portanto.
Mais de 2 anos depois, foi afinal, aqui que a encontrei.



fotos aq
Praia da Areia Branca - Lourinhã

quinta-feira, julho 06, 2006

Vai



Em gesto repetido
Em mil estilhaços
Te soprei da minha mão aberta
Vezes sem conta.
E como se meus dedos, fosses
Ficavas.
Teimavas.

Reconheço-te o cheiro.
O olhar angustiado.
O tom de respiração.
A urgência de pele tocada.
Num último grito por socorro
Desesperadas
As palavras.

Quase te deito a mão.
A cerro, novamente
Resignada.
Valha-me o vento
De quem fiz meu aliado.
Valha-me tudo
Ou quase nada.

Esta vontade inconfessável
De quase te querer
De não poder
Rouba-me a paz.
Vacila-me o gesto.

Encolho-me.

Sussurro:
Vai!
Vai!

Repito:
Não sou capaz!


sábado, julho 01, 2006

Saltar a fogueira


foto aq

Apenas, porque me quero lembrar destes momentos.

quarta-feira, junho 21, 2006

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Não consigo convencer um miúdo inteligente de 13 anos, que não é possível tirar algum proveito, da tanta porcaria que faz, nem do seu comportamento tão rebelde. Na verdade, não me tem sequer, permitido abordar o assunto, quanto mais convencê-lo do que quer que seja.

Não sou mais inteligente que ele. Sou apenas, mais experiente. Valha-me essa experiência, para tornar possível demolir o muro que acabou de se construir entre nós. Valha-me o carinho que lhe tenho. Valha-me a paciência.

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13 anos. Os meus filhos ainda nem chegaram lá. Oxalá, não se construam grandes muros. Não sou nada boa a trepar. Tão-pouco a demolir.

sábado, junho 17, 2006

Prioridades


Caramba!... que prioridades se podem estabelecer, quando num leque de tarefas a realizar, todas têm carácter de urgência? Oriento-me por que ordem? Valor? Prazo? Interesse?

Que jeito me dava nos últimos tempos, um programa onde pudesse introduzir os dados das tarefas, suas características e no fim, reduzir tudo à tecla “enter”.

Isto de pensar, demora muito tempo. Acabo sempre por resolver as coisas da mesma maneira: vai tudo à frente.

Lá precisar de me organizar, preciso. Falta-me é tempo e o tal programa… por carência de melhor capacidade.

quarta-feira, junho 07, 2006

Pontapé certeiro

Quando numa situação de conflito de interesses, quer sejam próprios ou relativos a terceiros, uma das partes consegue apenas “espernear”, das duas, uma:

- Ou a outra parte é imbatível.
- Ou a parte que apenas esperneia é permanente ou temporariamente, burra.

Opto pela hipótese de “temporariamente burra”, na esperança de haver ainda, oportunidade e lugar para um pontapé certeiro.

Sempre a aprender.

…………………..

Eu sei que alguns dos textos que aqui coloco, não traduzem coisa alguma a quem os lê. São apenas registos que expresso, com o propósito de me organizar… organizar mesmo, no sentido prático da palavra.

quarta-feira, maio 31, 2006

Pesadelo, premeditação, coincidência ou termo de garantia


Esta manhã acordei com o som da minha voz arrastada: tentava expulsar de minha casa uma pessoa que nunca cá deixei entrar. Não estranhei o disparate de sonho. O que estranhei foi lembrar-me dele.

Esta tarde, expulsei de facto, uma pessoa. Não, de minha casa. E não o mesmo protagonista. Mas, expulsei.

Esta noite, agorinha mesmo, relacionei as duas coisas e não me agradou nada.

Abalou-me a ideia que tenho vindo a formar ao longo da vida, em relação aos meus sonhos (agradáveis ou não): Nunca aconteceu nada que tivesse previamente sonhado, logo, podia estar descansada, podia sonhar descansada. Mais… era uma espécie de garantia e alívio, sonhar com alguma coisa desagradável ou estranha: seria sempre inconsequente.

Devia ter adormecido antes de “agorinha mesmo”, antes de relacionar as duas coisas. Certamente, amanhã já não me lembrava nem de uma, nem de outra.